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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Um traço marcante da série, considerado polêmico por muitos, são as personalidades frias dos personagens centrais (Light, L, Near, Mello).
Em todos eles nota-se claramente um perfil psicopata. São extremamente frios e calculistas, priorizando os fins, menosprezando os meios. Light, por exemplo, apesar de ter ficado abalado em seu primeiro uso do caderno da morte, se mostra indiferente ao escrever nomes no caderno, um ato assassino.
E, de fato, eles se enquadram perfeitamente naquilo que se considera psicopata. São frios, calculistas, possuem boa lábia e desprezam os valores morais para atingir seus objetivos. No caso de Light e Mello, são bastante sociáveis. L e Near aparentam ser autistas, mas ainda assim, frios.
Outro elemento psicológico bastante evidenciado na trama é a superdotação. Os personagens centrais são todos superdotados. Vários elementos nos permitem dizer isso, dentre eles:
  • Light, ainda na adolescência, ajudou seu pai a resolver dois casos criminais;
  • Light foi aprovado no vestibular com pontuação perfeita, tal como L;
  • L foi considerado o melhor detetive do mundo;
  • L, Near e Mello viveram em um orfanato de superdotados, como a própria obra afirma;
  • Near é capaz de assistir a várias televisões ao mesmo tempo;
  • Mello formou uma organização criminosa muito "bem-sucedida".
Enfim, superdotação e psicopatia são dois elementos que andam juntos na obra, elementos que valorizam a razão. Deduções que ocupam páginas inteiras são comuns nesse mangá.

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